OITO VERSÕES PARA NEIL YOUNG

Oito releituras que desafiam a obra do deus canadense. No bom sentido, claro. Vai da soul music de Charles Bradley ao rock and roll dinossauro do Black Crowes. Com vocês, oito versões para Neil Young.

Charles Bradley – Heart of Gold

Simplesmente uma das melhores releituras já feitas a partir de um rock. Aqui, a soul music de Charles Bradley e Menahan Street Band nos proporciona uma viagem única através de um dos maiores clássicos da fase Folk de Neil Young.



Jeremy Fisher – Harvest

Outra versão da fase folk de Neil Young (se é que podemos determinar como “fase”), direto do tributo Borrowed Tunes II, que conta apenas com artistas canadenses homenageando o velho Neil. Jeremy Fisher fez bonito com “Harvest”.



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CINCO VERSÕES PARA JIM MORRISON

De Nico a Echo & the Bunnymen, cinco regravações tão boas quanto as origniais. O que comprova que o legado do The Doors é para sempre.

NICO - THE END

Lançada em 1967 no álbum de estreia (autointitulado) do The Doors. Uma das composições mais polêmicas de Jim. O tema central é a morte, mas a letra não se limita a apenas isso. Assuntos edipianos (como amar a mãe e matar o pai) também são explorados ao longo dos mais de onze minutos que compõem a faixa.

Apesar de tudo, o verdadeiro significado de “The End” nunca foi esclarecido. Na verdade o próprio Jim Morrison sempre se mostrou bastante vago em relação a essa questão ("It could be almost anything you want it to be").

Por aqui, ficamos com a não menos épica versão gravada pela cantora Nico (conhecida como a ex-vocalista do Velvet Underground), lançada em 1974 no álbum The End.



THE JEFF HEALEY BAND - ROADHOUSE BLUES

Jim Morrison gostava de cantar Blues quando ficava bêbado. Isso rendeu várias gravações do The Doors voltadas ao gênero, incluindo composições de outros artistas.

A banda costumava não usar baixistas em suas sessões de estúdio mas, para “Roadhouse Blues”, os integrantes contaram com o suporte do lendário Lonnie Mack. Encontro histórico.

Abaixo, a versão da inesquecível Jeff Healey Band, lançada em 1989 como parte da trilha sonora do filme Road House (no Brasil: Matador de Aluguel), que conta com participação da própria banda como músicos locais.



SHIRLEY BASSEY - LIGHT MY FIRE

O mais famoso single do The Doors, praticamente uma assinatura da banda. Grande parte da letra foi escrita pelo guitarrista Robby Krieger, inspirado em um dos quatro elementos naturais (fogo, ar, terra e água). Jim Morrison aparece como autor do segundo verso, enquanto Ray Manzarek orquestrou a base dos arranjos.

Certa vez, o blog Dangerous Minds levantou a questão: seria de Shirley Bassey a melhor versão já feita de uma canção do The Doors? Pelo menos por aqui nunca ouvimos nada parecido com a transformação de “Light My Fire” nas mãos da cantora. Uma pérola obscura da soul music.



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O BLUES DO U2

Lançada em 1987 no álbum The Joshua Tree (clássico absoluto do rock), “Trip Through Your Wires” representa uma das melhores faixas que fogem do tradicional estilo de se fazer canções do U2. Isso fica evidente logo nos primeiros segundos de audição, com a gaita de Bono Vox conduzida pelos compassos blueseiros de The Edge. A letra narra o nervosismo de um rapaz apaixonado, que tropeça nos fios do amor (um trocadilho com os cabos que costumavam ficar espalhados pelo palco, se tornando verdadeiras armadilhas para os músicos).



Em 1986, um ano antes do lançamento oficial, a banda apresentou a música em formato ao vivo no programa TV Gaga, da rede irlandesa RTÉ (Raidió Teilifís Éireann), com algumas diferenças na letra.



Observação fundamental: Nessa época, Bono Vox ainda não exercia (pelo menos publicamente) nenhum tipo de atividade política, como aconteceria décadas depois. Talvez por isso, ele ainda desfrutasse das regalias que todo rockstar tem direito, como ficar bêbado em um programa de TV produzido pelo amigo.

Assista aos outros vídeos do TV Gaga e comprove (antes de “Trip Through Your Wires”, a banda também tocou “Womanfish”, fechando a noite com uma versão de “Knockin’ on Heaven’s Door”, do mestre Bob Dylan, com participação de dois felizardos espectadores).





"Dark Horse", da Katy Perry, em 20 estilos musicais diferentes

A original você ouve aqui. No player abaixo, a faixa da cantora Katy Perry passa por 20 estilos musicais diferentes, e pode proporcionar boas risadas a quem já está habituado com tamanho ecletismo.



0.00 - Katy Perry
0:08 - Nirvana
0:15 - Queen
0:22 - Michael Jackson
0:30 - ‘N Sync
0:43 - Iron Maiden
0:57 - Jamiroquai
1:07 - Pantera
1:13 - Frank Sinatra
1:29 - Metallica
1:35 - Pavarotti
1:43 - The Doors
2:00 - Run D.M.C
2:08 - Tech N9ne
2:16 - Red Hot Chili Peppers
2:21 - Slipknot
2:26 - Louis Prima
2:32 - Boyz II Men
2:51 - Type O Negative
3:14 - John Mayer

Belchior em dose dupla no tributo “Ainda Somos os Mesmos”

Enquanto Belchior continua sumido pelo mundo, seu legado acaba de render um tributo bastante interessante, dividido em duas partes. A primeira traz todas as canções do álbum Alucinação (1976) devidamente revisitadas por nomes como The Baggios, Nevilton, Lemoskine, entre vários outros personagens da safra independente brasileira.

O segundo capítulo do projeto é formado por um EP, com outras canções do mesmo período de Alucinação.

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Twin Shadow e a versão indie pop de “There is a Light That Never Goes Out”, dos Smiths

Twin Shadow (aka George Lewis) ganhou nossa simpatia ao fazer uma das melhores versões do ano passado com “Perfect Day”, do falecido Lou Reed. Dando continuidade à série UNDER THE CVRS, ele ataca novamente com aquele que talvez seja o maior clássico do Smiths, “There is a Light That Never Goes Out”. Aqui, a composição de Morrissey e Johnny Marr ganha batidas eletrônicas noventistas e vocais da cantora Samantha Urbani (Friends), mudando completamente a proposta da música. Ficou legal, ouve aí.

Bruce Springsteen - Don’t Change (INXS cover)

Na noite da última quarta-feira (19) na Allphones Arena, em Sydney, Austrália, Bruce Springsteen e sua E Street Band apresentaram uma versão do clássico “Don’t Change”, lançado em 1982 pelo INXS. É o Boss dando continuidade à sequência de versões que homenageiam bandas e/ou artistas locais.



Na mesma noite, Springsteen e banda ainda tocaram todas as faixas do álbum Darkness On The Edge Of Town, de 1978. Impossível dar errado, não é mesmo?