A PRIMEIRA VEZ DE “ATOM HEART MOTHER” NO BATH FESTIVAL OF BLUES AND PROGRESIVE MUSIC

No dia 27 de julho de 1970, teve início o Bath Festival of Blues and Progressive Music em Shepton Mallet, Inglaterra. Foram dois dias de muitos shows com Santana, The Flock, Led Zeppelin (o headliner do evento), Hot Tuna, Country Joe McDonald, Colosseum, Jefferson Airplane (cancelado), The Byrds (em formato acústico), Dr. John, Frank Zappa & the Mothers of Invention, Canned Heat, It’s a Beautiful Day, Steppenwolf, Johnny Winter, John Mayall e Peter Green, Pink Floyd, Pentangle, Fairport Convention e Keef Hartley.

Mas é a histórica apresentação do Pink Floyd que merece destaque.

Foi no primeiro dia de festival que David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason estrearam a faixa que daria nome ao seu próximo álbum de estúdio: Atom Heart Mother - que, na ocasião, ainda tinha três nomes provisórios: “Epic”, “The Amazing Pudding” e “Theme From an Imaginary Western” (por alguma razão, foi introduzida ao público como “The Amazing Pudding”).

Não seria a última vez que o quarteto levaria a futura “Atom Heart Mother” para o palco acompanhados de orquestra de metais e coral. Mas como se trata da primeiríssima performance, merece mais do que nossa atenção.

A qualidade do vídeo não é das melhores, é verdade. Mas nem por isso deixa de ser um presentão para os amantes do Pink Floyd.



A versão de estúdio da peça seria lançada em outubro do mesmo ano, dividida em seis partes (“Father’s Shout”, “Breast Milky”, “Mother Fore”, “Funky Dung”, “Mind Your Throats, Please” e “Remergence”), com suporte da Abbey Road Session Pops Orchestra.

O nome definitivo surgiu minutos antes do início de uma apresentação no programa de John Peel, na BBC, graças a uma manchete de jornal que destacava o caso de uma mulher grávida que sobrevivia às custas de um marca passo atômico. O resto é história.



A HISTÓRIA DE “ARNOLD LAYNE”, SINGLE DE ESTREIA DO PINK FLOYD

No dia 23 de janeiro de 1967, o Pink Floyd passou o primeiro de uma série de três dias no estúdio Sound Techniques, em Londres, para gravar “Arnold Layne” e “Candy And A Current Bun”, composições de Syd Barrett, que marcariam o single de estreia da banda.

Segundo o baixista Roger Waters, “Arnold Layne” foi baseada em uma pessoa real, que se travestia de mulher e costumava roubar calcinhas e sutiãs pelos varais de Cambridge (“Tanto minha mãe quanto a de Syd tinham estudantes como inquilinos, porque havia uma escola de garotas acima, na estrada, então havia constantemente grandes varais de sutiãs e calcinhas, e ‘Arnold’, ou quem quer que ele fosse, arrancou algumas peças dos nossos varais”, declarou Waters).

Ler mais

BAD DAY AT THE OFFICE, UMA ANIMAÇÃO EM HOMENAGEM AO THE DARK SIDE OF THE MOON

Em junho de 1973, o Pink Floyd foi até a cidade de Detroit executar a íntegra de seu novo álbum The Dark Side of the Moon no Olympia Stadium. Por questões sindicais, a banda foi obrigada a trabalhar apenas com a equipe técnica local (acostumados com jogos de hóquei no gelo), e não com seu tradicional staff.

Através de uma pequena animação criada por Cliff Port, podemos ter uma ideia de como deve ter sido a noite de Arthur Max, o responsável pelas operações de iluminação do show. O nome de filme? Bad Day At The Office.



Após atuar na indústria musical como designer de iluminação entre o final da década de 1960 e 1970, Arthur Max ficou conhecido por ter participado de produções cinematográficas britânicas das décadas de 1970-80.

*** Publicado originalmente no site Move That Jukebox em 5 de julho de 2013.

A PRIMEIRA VEZ DO THE DARK SIDE OF THE MOON

O disco foi lançado oficialmente em 1º de março de 1973. “The Dark Side Of The Moon”, o oitavo trabalho de estúdio do Pink Floyd, é também o mais vendido e o que conseguiu marcas mais impressionantes. Conseguiu algo que nem os Beatles haviam alcançado: ser o primeiro grupo britânico a chegar ao topo da parada da Billboard e, mesmo ficando uma semana no topo, permaneceu na lista por quinze anos, até 1988, totalizando até o momento (e contando) vinte e três milhões de cópias vendidas. No total, foram 741 semanas na parada dos mais vendidos e executados.

Mas essa histórica começou antes e, claro, ninguém sabia exatamente qual a envergadura desse sucesso. Raul Ramone, do Degenerando Neurônios, conta brevemente sobre o show que foi o pontapé inicial do disco pra apreciação pública, num show ocorrido há exatos 42 anos e cujo áudio foi disponibilizado na Internet recentemente.

Essa foi a primeira vez do “The Dark Side Of The Moon”.
*

Em 21 de janeiro de 1972, o Pink Floyd concluiu a primeira apresentação completa do que viria a ser o álbum The Dark Side Of The Moon, no palco do Guildhall, em Portsmouth, Inglaterra – a banda acabou dividindo o set em dois concertos por conta de problemas técnicos na primeira noite.

Ler mais

SYD BARRETT AO VIVO NO EXTRAVAGANZA ‘70 MUSIC AND ART FASHION FESTIVAL (1970)

Após sua inevitável saída do Pink Floyd em 1968 por motivos droguísticos, Syd Barrett passa longos períodos internado em clínicas de reabilitação, tentando controlar a esquizofrenia agravada pelo uso de LSD.

Apesar das condições adversas (e com a ajuda de David Gilmour, Roger Waters, Malcom James e Peter Jenner), no dia 3 de janeiro de 1970, o músico lança seu primeiro álbum solo, The Madcap Laughs, com belas canções como “Terrapin” e ”Here I Go”, mostrando os últimos momentos de criatividade que o compositor ainda guardava na manga.

Infelizmente, o LP rendeu apenas uma desastrosa apresentação ao vivo no Olympia Exhibition Hall, durante o Extravaganza ‘70 Music and Art Fashion Festival, com David Gilmour no baixo e Jerry Shirley na bateria.

Abaixo, um bootleg com a íntegra do show, que durou apenas quinze minutos (Barrett simplesmente largou a guitarra e nunca mais voltou), com as faixas “Terrapin”, “Gigolo Aunt”, “Effervescing Elephant” e “Octopus”.

A qualidade não é das melhores, infelizmente, pois se trata do único registro ao vivo de Syd Barrett em sua fase pós-Pink Floyd.



VINTE ANOS DEPOIS, UM NOVO CLIPE DO PINK FLOYD

Vinte anos após o último lançamento oficial do Pink Floyd, outra faixa do álbum The Division Bell ganha videoclipe. Tudo faz parte de uma bela estratégia publicitária envolvendo a reedição comemorativa do disco, anunciada de maneira misteriosa através do site oficial do grupo.

O pacote terá seis discos, e incluirá um LP duplo (remasterizado e em capa de papel especial), um compacto vermelho de sete polegadas com o single “Take It Back”, um vinil azul de 12 polegadas com o single “High Hopes”, a versão completa e remasterizada do álbum lançada em 2011, um disco Blu-ray com o áudio completo em HD de The Divison Bell, o novo clipe para a música “Marooned”, um livreto com 24 páginas e um pôster.

No total, são oito opções de compra na loja virtual da banda (sem previsão de lançamento para o Brasil).

Para ficar inteirado sobre o relançamento do décimo quarto LP do Pink Floyd, acesse o site oficial do grupo. Mas antes, viaje ao som de “Marooned” e ouça a íntegra de The Division Bell.




A PARTICIPAÇÃO DE DAVID GILMOUR NO SHOW DE BEN WATT, ANTEONTEM, EM LONDRES

David Gilmour fez uma ilustre aparição no show de Ben Watt, anteontem (19), no Islington Assembly Hall, em Londres. Além do ex-integrante do Pink Floyd (que também participa do álbum Hendra, mais recente lançamento de Watt), Bernard Butler, guitarrista do Suede, também fez uma ponta, nas faixas “Young Man’s Game”, “The Levels” e “Spring”.

Engraçado ver nossos ídolos envelhecendo. Apesar da barba branca e acima do peso, Gilmour mostra que nem os sinais dos tempos podem interferir em sua técnica com a guitarra, como vocês podem ver nos vídeos abaixo.





___